Wlamir Marques, ídolo do basquete, morre aos 87 anos

Dono da camisa 5 da seleção nos anos 50 a 60, ele foi um dos protagonistas do bicampeonato mundial do Brasil em 1959 e 1963. Ex-atleta passou a dar nome ao ginásio do Corinthians em 2016

Ícone do basquete brasileiro, Wlamir Marques faleceu nesta terça-feira (18), aos 87 anos, em São Paulo. O ex-jogador, bicampeão mundial com a seleção brasileira em 1959 e 1963, estava internado no Hospital Santa Maggiore, mas a causa da morte não foi divulgada.

2x Campeão Mundial
2x Vice-campeão Mundial
2x Medalhista Olímpico
Hall da Fama do Basquetebol
Hall da Fama do COB

A Confederação Brasileira de Basquete (CBB) lamentou a perda do ex-atleta e fez referência a um de seus apelidos ao longo da carreira. “O Disco Voador decolou pela última vez, com destino à eternidade”, escreveu a entidade. O apelido fazia alusão à sua impressionante impulsão e capacidade de jogar em diferentes posições, atuando como pivô, ala e armador.

Nascido em 16 de julho de 1937, em São Vicente (SP), Wlamir começou no esporte ainda criança e, aos dez anos, já defendia o Tumiaru, clube de sua cidade natal. Ganhou projeção no XV de Piracicaba e, em 1962, foi contratado pelo Corinthians, onde se tornou um dos maiores ídolos da história do basquete alvinegro. Com a camisa do clube paulista, foi multicampeão estadual e nacional.

O legado de Wlamir Marques foi eternizado no ginásio do Corinthians, que leva seu nome, e na aposentadoria da camisa 5, número que usou ao longo da carreira. Em 2023, recebeu mais uma homenagem, tornando-se o primeiro atleta de basquete a ganhar um busto na sede do clube.

Conhecido também como “Diabo Loiro”, Wlamir brilhou na seleção brasileira. Estreou em 1954, no Mundial de Basquete, ajudando o Brasil a conquistar o vice-campeonato. Nos anos seguintes, se consolidou como um dos maiores nomes da modalidade no país.

Seu currículo inclui quatro medalhas em Mundiais (duas de ouro e duas de prata), além de dois bronzes olímpicos (Roma-1960 e Tóquio-1964). No Pan-Americano, subiu ao pódio três vezes (1955, 1959 e 1963).

Reconhecido por sua importância no esporte, Wlamir foi incluído no Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e do basquete. Em 2021, celebrou a homenagem com gratidão:

“Me sinto muito honrado com essa homenagem em vida, estou muito feliz por ter sido eleito por unanimidade e pode ter certeza que se meu coração já não é muito bom, ele está balançado cada vez mais com o Brasil sempre presente.”

Compartilhe esta notícia

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pular para o conteúdo