Vitória volta a jogar mal fora de casa perde por 3×0 para o Cruzeiro

Christian, Kauã Elias e Kaio Jorge fizeram os gols da vitória da Raposa no Mineirão

Tônica do time há algum tempo, o Vitória mostrou mais uma vez que é extremamente frágil quando atua fora do Barradão. O Leão da Barra foi derrotado por 3×0 pelo Cruzeiro, que ainda não tinha vencido na Série A, na noite desta quarta-feira (1º), no Mineirão, em Belo Horizonte, pela 9ª rodada, com uma atuação muito abaixo, especialmente no primeiro tempo. O rubro-negro foi para o intervalo já com o placar definido, após os gols de Christian, Kauã Elias e Kaio Jorge, e só não sofreu uma derrota mais elástica porque a Raposa diminuiu o ritmo na segunda etapa.

Apesar do resultado negativo, o time segue, ao menos momentaneamente, na 10ª colocação, com 10 pontos, já que a rodada só se encerra amanhã. Diferentemente de outras derrotas fora de casa, o Leão não terá a chance de se reabilitar imediatamente no Barradão. A equipe voltará a campo novamente como visitante, diante da Chapecoense, neste domingo (5), às 16h, na Arena Condá, em Chapecó, em busca de recuperação.

O JOGO

Como já é praxe sob o comando de Jair Ventura quando atua fora de casa, o Vitória começou a partida muito recuado, chamando o adversário, neste caso o Cruzeiro, para o seu campo. O time mineiro aceitou o convite, partiu para cima e passou a acumular chances desde os primeiros minutos. Logo aos 4, após cobrança de escanteio, Fabrício Bruno subiu livre e cabeceou para baixo, obrigando Arcanjo a fazer grande defesa. Na sequência, em novo escanteio, Kauã Prates chegou a balançar as redes, mas, após revisão do VAR, o gol foi anulado por toque de mão de Cristian.

Depois de intensa pressão cruzeirense, por volta dos 20 minutos o Vitória tentou sair mais para o jogo. A equipe chegou a rondar a área adversária por alguns minutos e conquistou escanteios, mas não conseguiu finalizar sequer uma vez com perigo real. No entanto, quando o Leão parecia começar a se ajustar em campo, tudo desmoronou rapidamente: em um intervalo de sete minutos, sofreu três gols.O primeiro veio aos 33 minutos, quando Christian recebeu com muita liberdade na entrada da área, ajeitou o corpo e finalizou colocado, no ângulo, abrindo o placar.

Dois minutos depois, Kauã Prates, em apenas seu 11º jogo como profissional, recebeu lançamento do goleiro Matheus Cunha, passou com facilidade por Nathan Mendes, avançou até a entrada da área e bateu de chapa. A bola ainda desviou em Camutanga, encobriu Arcanjo e morreu no fundo das redes. Em seguida, aos 39, Christian voltou a aparecer. Recebeu lançamento de Matheus Pereira, venceu Nathan Mendes pelo alto e ajeitou de cabeça para Kaio Jorge, que se antecipou a Camutanga e, também de cabeça, empurrou para o gol.

Após o Vitória terminar o primeiro tempo completamente em choque, com os 11 jogadores correndo atrás da linha da bola e apenas assistindo o Cruzeiro trocar passes, sem conseguir emendar três passes seguidos e praticamente torcendo pela chegada do intervalo para não sofrer o quarto gol, Jair Ventura decidiu agir. No intervalo, fez três mudanças: promoveu as entradas de Edenilson, Zé Vitor e Renê nos lugares de Matheuzinho, Martínez e Renzo, respectivamente.

Com as alterações, o treinador retomou o esquema com três zagueiros, o que trouxe um pouco mais de segurança defensiva. Ainda assim, a redução de ritmo do Cruzeiro também contribuiu bastante para esse cenário. Mesmo mais organizado na defesa, o Vitória seguiu encontrando muitas dificuldades para sair jogando desde trás e praticamente e criar qualquer coisa ofensivamente.

Em alguns momentos da segunda etapa, o Cruzeiro até ensaiou acelerar em busca do quarto gol, mas, sem grande intensidade, limitou-se a administrar com tranquilidade o placar construído. Enquanto isso, mais preocupado em evitar uma derrota ainda mais pesada, o Vitória pouco demonstrava intenção de reagir e seguiu maltratando a bola até o apito final. A equipe terminou a partida com apenas um chute no gol, já aos 45 minutos, em cabeçada de Zé Vitor após cobrança de escanteio, defendida com facilidade por Matheus Cunha.

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