Tombo histórico de Lula na Bahia acende alerta do PT para 2026

Com maior cabo eleitoral enfraquecido, a próxima rodada eleitoral toma um rumo imprevisível

Nunca antes na história desse país… a Bahia reprovou Lula. O conhecido bordão do presidente Lula serve agora para descrever o tombo histórico de popularidade que ele vê acontecer em um dos seus principais redutos eleitorais. Pela primeira vez, segundo mostrou a pesquisa Quaest/Genial desta semana, o número de baianos que desaprovam Lula chegou a 51%, numericamente maior que os 47% que aprovam. Em dias de inflação em alta e alimentos nas alturas – vide o preço do ovo e do café -, o encantamento dos baianos com o petista parece ter chegado ao fim. Soma-se a isso a queda, conforme a pesquisa, entre aqueles que se identificam como petistas, lulistas e esquerdistas. Historicamente vermelha, a Bahia dá sinais de que quer mudar de cor.

Bola de ferro

O mesmo levantamento que mostrou a desaprovação histórica de Lula na Bahia, indicou crescimento na aprovação do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Motivo para festa no Palácio de Ondina? Nem tanto. Sabem os petistas que, com o principal cabo eleitoral enfraquecido, a próxima rodada eleitoral toma um rumo imprevisível e não há aprovação local que salve o projeto petista em 2026. Afinal de contas, a verticalização que ajudou a impulsionar em 2022, pode virar uma bola de ferro no ano que vem. Em resumo, se Lula continuar ladeira abaixo, os aliados baianos vão juntos. Sem Lula forte, Jerônimo vira só um bom coadjuvante em um filme que pode não ter final feliz para o petismo na Bahia.

Além da queda de Lula, parlamentares da própria base petista menos emocionados analisam, sob anonimato, que outros quatro pontos do levantamento não são para comemorar, muito pelo contrário. Primeiro, a avaliação positiva do governo, que chegou a 42%, enquanto 29% consideram regular. O outro é que nenhuma das áreas pesquisas (educação, atrair empresas, infraestrutura e mobilidade, emprego e renda, saúde e segurança pública) atingiu 50% de avaliação positiva. Segurança e saúde são os setores com maior índice negativo, com 39% e 38%, respectivamente. O terceiro é que, nas intenções de voto, Jerônimo perde para ACM Neto (União Brasil) por 42% a 38%. O quarto é que a pesquisa mostra que cresceu a percepção de que a Bahia está pior do que os outros estados – foi de 43% no levantamento anterior para 49% agora.

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