Enfermeira investigada como uma das supostas “cabeças” de esquema é filha da vereadora Andrea Almeida, de Simões Filho
A enfermeira Lorena Almeida, presa na quarta-feira (11), é filha da vereadora de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, Andrea Almeida (União Brasil), e do ex-vereador Luciano da Silva. Ela é investigada por ser uma das supostas “cabeças” de um esquema de venda ilegal de canetas emagrecedoras.
Segundo a Polícia Civil da Bahia, a enfermeira, que trabalhava na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da localidade de CIA I, era responsável pela comercialização e distribuição das substâncias, utilizando inclusive o próprio carro para transportar os produtos.
As investigações também apontam que Lorena realizava a aplicação das canetas diretamente na casa de clientes, o que ampliava o alcance da venda irregular.
Apesar da repercussão do caso e da ligação com figuras políticas da cidade, Andrea Almeida e Luciano da Silva não se pronunciaram publicamente sobre a prisão da filha até o momento.
Operação contra venda ilegal de canetas emagrecedoras
A prisão da enfermeira ocorreu durante uma operação da Polícia Civil da Bahia que investiga um esquema de comercialização irregular de medicamentos utilizados para emagrecimento. A ação também cumpriu mandados em clínicas, estabelecimentos comerciais e imóveis ligados a profissionais das áreas de saúde e estética.
Até o momento, a operação já resultou na prisão de 13 pessoas suspeitas de envolvimento no esquema.
Veja os nomes dos presos:
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- Roberto Mesquita de Jesus
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- Cláudio Filipe Dias Ferreira
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- Magno Araújo Alves de Brito
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- Érica Fernandes Brito
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- Lorena Souza Almeida
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- Jessica Souza da Cunha
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- Andreia Cardoso de Jesus
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- Laís da Hora de Jesus
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- Iara Thainá Silva de Souza
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- Jasmine Silva Santos
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- Elder Neto de Jesus
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- Gustavo Garrido Gesteira
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- Emanuela Oliveira Olinda
Entre os medicamentos apreendidos na operação, está a substância Retatrutide, ainda proibida no Brasil e utilizada de forma experimental no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade.
As medidas judiciais também alcançaram dois hospitais, sete clínicas de estética, uma loja de cosméticos, uma farmácia e diversos imóveis residenciais ligados a profissionais das áreas de saúde e estética. Todos os locais foram alvo de mandados de busca e apreensão ao longo da operação.
Clínicas são interditadas por venda ilegal de canetas emagrecedoras
Quatro clínicas de estética foram interditadas durante a ação:
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Sterapia Plataforma
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Clínica Hartmann
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Bella Donna
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Sterapia Caminho das Árvores
















