Prisões ocorreram nesta quinta (8), em Casa Nova. Suspeitos usavam redes sociais para atrair apostadores para plataformas não autorizadas pelo Ministério da Fazenda.
Quatro pessoas foram presas em Casa Nova, no norte da Bahia, nesta quinta-feira (8), suspeitas de integrar um esquema ilegal de jogos de azar. Mais de R$ 84 milhões em contas bancárias e bens foram bloqueados pela Justiça.
Os mandados de prisão foram cumpridos em um imóvel de alto padrão na cidade. Os suspeitos são dois homens, de 31 e 22 anos, e duas mulheres, de 25 e 28 anos. Os nomes deles não foram divulgados, mas a polícia informou que eles atuavam como influenciadores digitais.
Eles são suspeitos de promover apostas eletrônicas e slots clandestinos, associação criminosa e lavagem de dinheiro na região do Vale do São Francisco e em estados vizinhos.
Segundo a polícia, as investigações tiveram início após o setor de investigação da Delegacia Territorial (DT/Casa Nova) constatar uma ascensão patrimonial rápida e incompatível de influenciadores digitais do município.
Os suspeitos ostentavam viagens internacionais de luxo, compravam imóveis em condomínios fechados e tinham frotas de veículos.
Durante as investigações, ficou constatado que eles usavam as redes sociais para atrair apostadores para plataformas não autorizadas pelo Ministério da Fazenda.
Segundo o delegado Thiago Pessoa, para persuadir o público, os suspeitos divulgavam simulações de falsos ganhos, links dinâmicos e falsas promessas de enriquecimento rápido.
Além das prisões, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão. Diversos itens foram apreendidos:
- três automóveis, sendo um deles avaliado em R$ 350 mil;
- uma pistola e diversas munições;
- seis celulares;
- dois quadriciclos;
- reboques;
- uma estrutura automotiva de som de alta potência;
- quatro geradores de energia.
A ação foi realizada pela Polícia Civil da Bahia por meio das equipes das Delegacias Territoriais de Casa Nova e Juazeiro (DTs/Casa Nova e Juazeiro), da 7ª Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE/Juazeiro), além do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (GATTI/Norte).


















