Ação proposta na Justiça da Bahia tenta reverter proibição da torcida rubro-negra na Arena Fonte Nova
Um grupo de torcedores do Vitória acionou a Justiça da Bahia para tentar garantir a presença da torcida visitante na final do Campeonato Baiano 2026.
A ação contesta a decisão do Ministério Público da Bahia (MP-BA) de não recomendar a realização do clássico Ba-Vi com as duas torcidas presentes na Casa de Apostas Arena Fonte Nova. A ação foi protocolada nesta quarta-feira (4) e distribuída para a Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).
No mandado de segurança, obtido pelo canal Bar Futebol Clube e confirmado pelo BNews, os representantes das torcidas alegam que a medida fere direitos constitucionais, como a liberdade de manifestação, de reunião e de locomoção. Os autores da ação são membros das torcidas Caravana Rubro-Negra e Leão Chop. De acordo com eles, a proibição impede que torcedores acompanhem e apoiem o time em uma partida decisiva, configurando restrição considerada “arbitrária e desproporcional”. Eles também argumentam que a decisão afeta diretamente o equilíbrio esportivo da final. Isso porque, sendo disputada em jogo único, a ausência da torcida do Vitória daria vantagem integral ao Bahia, mandante da partida, que teria apoio exclusivo nas arquibancadas.
Outro ponto levantado na ação é a capacidade das forças de segurança pública da Bahia. Os torcedores defendem que o Estado possui experiência comprovada na organização de grandes eventos, como o Carnaval de Salvador, e que teria condições de garantir a segurança de um clássico com presença das duas torcidas. O argumento é o mesmo utilizado pelo presidente do clube, Fábio Mota, que argumentou pela liberação da presença das duas torcidas no duelo.
A ação também rebate o argumento de risco de violência, utilizado para justificar a torcida única. Segundo os autores, episódios de violência urbana não têm relação direta com a presença de torcedores no estádio e ocorrem independentemente da realização de jogos com torcidas mistas.
Cumpre lembrar que, dentro do estádio, o público é composto majoritariamente por torcedores pacíficos, incluindo famílias, crianças, pais e mães, ou seja, todos os interessados em acompanhar o espetáculo esportivo de forma ordeira e segura. Os episódios de violência, quando ocorrem, são geralmente confrontos em locais distantes, não tendo qualquer relação com a presença ou não da torcida visitante, especialmente considerando o controle e a fiscalização promovidos pela PM”, diz a ação.
Além disso, os representantes destacam que as torcidas organizadas envolvidas já firmaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público, comprometendo-se a adotar medidas de prevenção à violência e colaborar com as autoridades. Os torcedores do Vitória pedem na ação que seja concedida uma liminar para garantir a venda de ingressos ao público visitante, limitada a até 10% da capacidade do estádio, conforme o regulamento da competição.
O pedido tramita em caráter de urgência, já que a final está marcada para o próximo sábado (7), na Arena Fonte Nova.
















